O Monte do Sameiro, um dos pontos mais emblemáticos da cidade de Braga, está a ser fustigado por um incêndio de grandes proporções que deflagrou por volta das 13h00. Segundo o Comando do Cávado da Proteção Civil, as chamas lavram com “bastante intensidade”, criando uma coluna de fumo visível em diversos pontos da região.
O combate ao fogo está a revelar-se particularmente complexo devido a uma combinação de fatores adversos. O vento forte que se faz sentir na zona, aliado ao declive acentuado do terreno, impede uma progressão mais rápida das equipas apeadas. Além disso, a elevada densidade de vegetação — a chamada “carga combustível” — serve de acelerante para as chamas, dificultando o controlo dos focos principais.
Para travar o avanço do incêndio, foi montado um dispositivo que, a meio da tarde, já contava com 108 operacionais apoiados por 34 viaturas. O ataque ao fogo está a ser reforçado por dois meios aéreos ligeiros, que realizam descargas estratégicas nas zonas de mais difícil acesso para as equipas terrestres.
Apesar da violência das chamas e da proximidade com a encosta, a Proteção Civil confirmou, pelas 15h30, que não há habitações em risco. O foco principal das autoridades mantém-se na contenção do perímetro e na tentativa de dominar o incêndio antes que as condições meteorológicas ou a visibilidade se agravem.